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KISHKINDHA




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INAUGURAÇÃO | 8 de Junho


Anthony Despalins| KISHKINDHA  Hand-drawn Imaginary Maps

Este é um trabalho invulgar. Concebido morosamente ao longo de 20 anos por Anthony Despalins, artista francês residente em Portugal, é apresentado pela primeira vez, ao público, na Tinta nos Nervos. São treze os desenhos, de cariz cartográfico, em que a paisagem imaginada se revela em grafias que misturam fragmentos de espaços inventados, ou inspirados em locais reais, com vocábulos que pontuam e integram visualmente a composição.

Ainda que a prática artística assente no recurso ao mapa, como imagem, conceito ou representação, seja um filão de pesquisa em diversos artistas contemporâneos, do que se trata nos trabalhos apresentados, é da utilização da linguagem cartográfica de forma rigorosa e disciplinada para a concepção e construção de espaços geográficos inexistentes como se existissem. Não há qualquer atracção pelo engano ou pela construção de um discurso edificado na dissimulação como modo de activar o olhar do espectador.

E é um trabalho invulgar porque, fruto de um aprendizado académico e técnico na área da Geografia e do Urbanismo, parte da utilização desses instrumentos reais, convencionados e comummente utilizados na representação geográfica, para um território poético de mapeamento interior. Na superfície do papel vegetal, delineado e pontilhado a tinta e lápis de cor, imobiliza~se sobretudo a paisagem do pensamento, das ausências, das descobertas, das leituras e das preces. Do individuo e da solidão.

Obras originais para venda.

Inauguration | June 8th



Anthony Despalins| KISHKINDHA  Hand-drawn Imaginary Maps

This is an unusual work. Painstankingly created over 20 years by Anthony Despalins, a French artist living in Portugal, this is it very first public outing. Tinta nos Nervos is presenting thirteen cartographic-like drawings, in which the imaginary landscape emerges from graphic marks that bring together fragments locales that are either made-up or lightly inspired in real places, with an additional vacabulary that visually crosses or integrates the composition.

Even though multiple contemporary artists employ maps, whether as image, concept or representation system, in their artistic practices, what stands out in Despalins' oeuvre is the precise, rigorous, scientific application of a number of cartographic elements in order to conceive and construct nonexistent geographic spaces as if they did exist. There is no interest here in simply deceiving the spectator, or create discourse based on make-believe. The spectator's gaze is stimulated in a different order.

This is an unusual work because it is the product of a highly specialised, academic training in Geography and Urbanism, and a serious use of actual graphic tools that are conventionally and commonly used in geographic represetations. However, they are rather employed in a poetical territory of inner cartographies. On the surface of tracing paper, with lines and marks made with crayons and ink, Despalins captures landscapes of thought, of absences, discoverires, readings and prayers. Of both the individual and the loneliness.

Original works for sale.



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