Constança Meira


Apresentação:

A artista “explora nesta série de imagens um mundo subjectivo. Lá de dentro, imbuído de certa maneira de uma carga poética e até mesmo romântica. O desejo de ser insensível ao desgaste da idade, à angústia e até ao conflito derivado das palavras oxidadas que contaminam cada vez mais a linguagem comunicativa. Uma densa timidez aflora na construção do quadro que tem a ver com a afirmação da própria maneira de ser e de estar da artista. A arte sentimental requer a presença de um testemunho. Não transmite melancolia, deriva de uma Inteligência subtil. A seu favor, o prodigioso virtuosismo oficinal. No desenho, na paleta cromática, numa eloquente e delicada fulguração que acaba por transmitir uma atmosfera amável que nos conduz a uma revisitação dos mitos. (…) A beleza da pintura, que sempre teve uma dinâmica própria, resulta de um trabalho instintivo. No caso de Constança, (…) revê-se no simbolismo da história de arte. Sobretudo nos pintores clássicos como Goya, Rembrandt, Piero della Francesca, Vermeer e etcétera. Pintura flamenca e alemã sempre, abarcando alguns artistas contemporâneos. Os frescos italianos (…) inspiraram-na quando abraçou a técnica da monotipia que vem desenvolvendo há cerca de três décadas. (…) Entre os seus artistas de eleição, menciona ainda os americanos Hopper e Cy Tombly. E finalmente, o belga Michael Borremans que, com as suas figuras enigmáticas e perturbadoras, ilumina as obscuridades de certa arte actual em voga. O seu modelo estético monopoliza a representação da solidão do ser humano” (Lurdes Féria, 2019)
Overview:


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